sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Brasil lidera expedição inédita à Antártida.

https://www.gov.br/mec/pt-br/assuntos/noticias/2024/novembro/brasil-lidera-expedicao-inedita-a-antartida 


O Brasil está à frente da Expedição Internacional de Circum-Navegação Costeira Antártica, iniciativa científica pioneira no continente gelado. Liderada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a expedição visa estudar os impactos das mudanças climáticas nas geleiras antárticas. 

Os pesquisadores embarcaram na última sexta-feira, 22 de novembro, para percorrer mais de 20 mil quilômetros ao longo da costa do continente gelado, aproximando-se ao máximo das frentes das geleiras. A missão, inédita em escala global, investiga os impactos das mudanças climáticas por meio da coleta de dados biológicos, químicos, físicos e atmosféricos, além de um levantamento inédito aéreo das massas de gelo. O foco será em três grandes áreas: o monitoramento das calotas, a análise do clima e a investigação dos microplásticos. 

A iniciativa conta com a participação de 61 cientistas de sete países: Brasil, Argentina, Chile, China, Índia, Peru e Rússia. Do total, 27 são brasileiros, oriundos de sete instituições de ensino superior, sendo seis vinculadas ao MEC: a Universidade Federal do Rio Grande (Furg), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade Federal de Viçosa (UFV). Completa a lista a Universidade de São Paulo (USP), ligada ao governo estadual paulista. 

Os cientistas estarão focados em estudos multidisciplinares que envolvem glaciologia, oceanografia, biologia e climatologia. O objetivo é mapear as mudanças ambientais e compreender como as geleiras e o ecossistema antártico estão respondendo às alterações climáticas. 

Jefferson Simões, professor da UFRGS, conduz a equipe global. “Vamos estar fazendo diferentes amostragens, ver até que ponto nós mudamos as características químicas e físicas desse oceano, comenta Simões. Ele pontua que a expedição só é possível graças à cooperação internacional. 

A expedição tem retorno previsto para 25 de janeiro de 2025. A iniciativa representa um marco na ciência polar e evidencia o protagonismo do Brasil em pesquisas antárticasCom a pesquisa, será possível acompanhar o início de uma jornada que promete ampliar a compreensão global sobre os desafios enfrentados pelo continente gelado e seu papel essencial no equilíbrio climático do planeta. 

 

Cientistas emitem alerta de emergência sobre estado atual da Antártica.

https://revistagalileu.globo.com/ciencia/meio-ambiente/noticia/2024/11/cientistas-emitem-alerta-de-emergencia-sobre-estado-atual-da-antartica.ghtml 


Na sexta-feira (22), os cientistas da Conferência Australiana de Pesquisa na Antártica emitiram um alerta de emergência sobre o estado atual da Antártica. O comunicado foi divulgado durante a primeira edição do evento, que reuniu pesquisadores para discutir o impacto da crise climática na Antártica e no Oceano Antártico — e as consequências disso no futuro do planeta.

Os participantes pediram mais atenção à região, fundamental na regulagem do clima da Terra atualmente e no futuro e que, ainda assim, não é tão contemplada no debate público ou na criação de políticas públicas. "Acreditamos que a ciência sobre a Antártica e o Oceano Antártico deveria ser o ponto de partida para o desenvolvimento de políticas climáticas", afirma o comunicado.

A conferência ressaltou a riqueza das colaborações entre instituições e disciplinas, com a presença de mais de 450 pesquisadores da Austrália, dois terços deles sendo jovens no início de suas carreiras. "Cientistas no início de carreira vão estabelecer mais oportunidades de engajamento com a indústria e o governo, enfatizando que a preservação e o futuro da Antártica dependem do esforço da comunidade", aponta a nota.

Segundo os cientistas, o manto de gelo do leste da Antártica tem água o suficiente para aumentar em até 50 metros os níveis de mares ao redor do planeta caso derreta completamente. Essa região pode ter implicações nas cidades costais da Austrália, logo, prever o quanto essa área vai contribuir para o aumento do nível do mar é essencial para o bem-estar da comunidade global.

Importância da Antártica

As mudanças têm sido enormes: estudos recentes apontam diminuições das geleiras, ondas de calor com 40ºC ou mais, e aumento da instabilidade das plataformas de gelo. Outras consequências como a transformação dos ecossistemas da terra e do mar também foram observados. Não se sabe quais dessas mudanças já não são mais irreversíveis.

"Nossas sociedades devem estabelecer e cumprir metas para diminuir as emissões de carbono o mais rápido possível. Não conseguir reduzir as emissões rapidamente, a cada ano e a cada tonelada, compromete o nível do mar para gerações atuais e futuras."

De acordo com o grupo, essa é a importância de ter uma nova leva de pesquisadores comprometidos em resolver essas crises e identificar novas oportunidades de engajamento com projetos focados no futuro da sociedade. "Toda fração de um grau importa", finalizam.

Âmbar na Antártida revela segredos sobre florestas.

https://www.correiobraziliense.com.br/ciencia-e-saude/2024/11/6987667-ambar-na-antartida-revela-segredos-sobre-florestas.html 


Pela primeira vez, fragmentos de âmbar foram descobertos da Antártida. O objeto permitiu que fossem encontradas informações sobre as antigas e grandes florestas existentes no continente — onde habitavam dinossauros e mamíferos.

Cretáceo — período da era Mesozoica que corresponde entre 145 e 65 milhões de anos — tornou o mundo um lugar mais quente, por conta da alta presença de dióxido de carbono atmosférico. Durante essa época, a Antártida contava com a presença de grandes florestas. Porém, ainda não se tem muito conhecimento sobre a vegetação e os habitantes do período no local, por conta da dificuldade do acesso aos fósseis, uma vez que os pesquisadores têm que perfurar o fundo do mar na costa da Antártida. 

A pesquisa é realizada por uma equipe liderada por Johan Klages, do Instituto Alfred Wegener. O grupo encontrou o âmbar dentro de uma camada de cinco centímetros de espessura de carvão úmido (conhecido como linhito). Âmbar é um resina, resultado de uma matéria viscosa produzidas por árvores, podendo ser de milhões de anos atrás. Encontrada em tons quentes — como amarelo, laranja e marrom —, hoje é normalmente utilizada para a criação de joias e decorações. Por ser uma substância pegajosa, é extremamente comum encontrar pequenas criaturas, penas, plantas e sedimentos dentro dela. Em 2015, foi encontrada uma cauda de dinossauro, com as penas intactas, dentro de um âmbar.

 estimativa é de que a resina encontrada tenha entre 92 e 83 milhões de anos e tenha vindo de uma floresta pantanosa, composta principalmente por coníferas. A equipe moeu o linhito para a análise, e os pedaços de âmbar que resistiram são minúsculos — entre 0,5 e 1,0 milímetros de diâmetro —, o que tornam as chances de serem encontradas formas de vida bem preservadas sejam bem escassas. No entanto, foram detectados fragmentos de casca de árvore.

"Os fragmentos de âmbar analisados permitem insights diretos sobre as condições ambientais que prevaleciam na Antártida Ocidental há 90 milhões de anos", informou Klages em uma declaração. "Nosso objetivo agora é aprender mais sobre o ecossistema da floresta — se queimou, se podemos encontrar vestígios de vida incluídos no âmbar. Esta descoberta permite uma viagem ao passado de outra forma mais direta."

No artigo sobre a descoberta, os autores relatam que a resina pode ser o resultado de um incêndio florestal, tendo sido preservada pela água que cobriu o local e a protegeu da luz ultravioleta.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

Novembro de 2023 seco e novembro de 2024 chuvoso: entenda o que mudou.

https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/novembro-de-2023-seco-e-novembro-de-2024-chuvoso-entenda-o-que-mudou/ 


Em 2023, o mês de novembro entrou para a história como um dos mais extremos já registrados no Brasil, com altas temperaturas e eventos de chuva excepcionais. Neste ano, é observado o contrário em várias regiões do país, com a presença de muita precipitação ao longo do território.

No ano passado, o El Niño, que se trata do aquecimento das águas do Oceano Pacífico, contribuía para as ocorrências das fortes ondas de calor sobre o Brasil durante o mês de novembro.

Na época, a cidade mineira de Araçuaí teve os termômetros marcando 44,8°C, a maior temperatura já registrada no Brasil em mais de 100 anos de medições meteorológicas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A cidade de São Paulo chegou a marcar 37,7°C, a maior temperatura para um dia de novembro e a segunda mais alta já observada na capital paulista desde 1943.

Mesmo com as altas temperaturas, os grandes volumes de chuva ocorreram na região Sul. Em alguns locais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina choveu quase 600 mm. Algumas áreas do Paraná acumularam aproximadamente 500 mm ao longo daquele mês.

contrário é observado, até o momento, em novembro de 2024. Neste mês, não há o El Niño, e sim o La Niña, que é o resfriamento das águas do Oceano Pacífico. Apesar disso, a temperatura do mar na costa peruana está um pouco abaixo do normal, o que contribui no padrão de chuva e temperatura na América do Sul nesta época do ano.

A tendência de resfriamento ajuda a formar corredores de umidade sobre o Brasil, que provocam um ar úmido da região Norte para o Centro-Oeste e para o Sudeste. Além disso, a nebulosidade e chuva no Sudeste, Centro-Oeste e em algumas partes do Sul, impede para que o ar esquente excessivamente.

A chuva deve continuar pelo menos até o começo da segunda quinzena deste mês em grande parte do país. Com a grande quantidade de precipitação e nuvens, as temperaturas extremas devem dar uma pausa.

As altas temperaturas devem ser observadas durante este período apenas em áreas do interior do Nordeste e em Roraima.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru (e seu impacto para o Brasil).

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ceqxzvv93dro 


Durante sua passagem pelo Peru nesta semana, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou para inaugurar o que em alguns anos será maior porto comercial da América do Sul.

O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte da capital peruana, Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões).

A infraestrutura deve contar com 15 embarcadouros, escritórios, serviços logísticos e um túnel com 2 km de comprimento para o transporte de carga.

Oito anos depois do início das obras, a conclusão da primeira fase do complexo foi anunciada na quinta-feira (14/11), durante a visita de Xi ao Peru para participar da reunião de cúpula da APEC, realizada em Lima.

Enart 2024: Santa Cruz do Sul recebe maior festival amador de arte da América Latina.

https://www.mtg.org.br/noticias/enart-2024-santa-cruz-do-sul-recebe-nesta-semana-maior-festival-amador-de-arte-da-america-latina/ 


O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG) prepara-se para viver dias de intensa emoção com o aguardado Encontro de Artes e Tradição Gaúcha (ENART) em Santa Cruz do Sul. Considerado o maior festival amador de arte da América Latina, o evento reunirá, entre 15 e 17 de novembro, mais de 4.500 competidores em 25 modalidades artísticas e culturais, incluindo danças tradicionais, chula, declamação, trova e outros. O ENART destaca-se pela diversidade das apresentações e pela valorização das manifestações culturais e artísticas do Rio Grande do Sul, atraindo milhares de espectadores ao Parque da Oktoberfest, onde ocorrerão as danças tradicionais, conhecidas por lotarem o espaço e encantarem o público.

Para Ilva Goulart, presidente do MTG, este será um momento de união e reconstrução.

“Será o ENART da retomada para muitos gaúchos. Tivemos o Rio Grande assolado por enchentes, com CTGs que foram completamente inundados. Mas, com grande resiliência, a maioria das entidades trabalhou na reconstrução, auxiliando a comunidade, oferecendo alimentos e apoio. O ENART traz essa mensagem de superação e solidariedade”, disse.

Além das competições, a programação do Enart 2024 contará com atividades especiais para celebrar a cultura gaúcha. A Secretaria de Estado da Cultura promoverá, na sexta-feira (15/11), o “Encontro de Artes e Tradição Gaúcha na Comunidade”, um desfile temático que percorrerá o centro de Santa Cruz do Sul, começando às 15h30min na rua Ramiro Barcelos e finalizando na Rua Galvão Costa. No sábado, 16/11, a Praça Getúlio Vargas será palco da Mostra Artística, com diversas apresentações e um show de encerramento do Grupo Alma Gaudéria.

Jundiaí ganha destaque na América do Sul com iniciativa social pioneira.

https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2024/11/12/jundiai-ganha-destaque-na-america-do-sul-com-iniciativa-social-pioneira/ 


Reconhecida pelo pioneirismo nas ações, Jundiaí é destaque mais uma vez no cenário internacional. O projeto “Ressignificando as experiências das mulheres abrigadas de Jundiaí”, que contempla as assistidas pela Casa Sol, foi aprovado pelo Comitê de Seleção da Chamada de Boas Práticas para Políticas Locais de Gênero, organizada pela Unidade de Gênero e Município da rede Mercocidades. A solenidade acontece entre os dias 4 e 6 de dezembro, em Esteban Echeverría, Argentina.

Com foco na ressocialização das mulheres em situação de violência, abrigadas pela Casa Sol, o projeto prevê o benefício social no valor de R$ 200 mensais, por meio do Cartão + Alimentação Jundiaí, distribuído pela Unidade de Gestão de Assistência e Desenvolvimento Social (UGADS). O auxílio é utilizado para subsidiar o acesso a alimentos para famílias ou pessoas em vulnerabilidade social e que pertençam a serviços, programas e projetos do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) Jundiaí. Ele permite a construção de novas experiências com os familiares e do replanejamento doméstico e está amparado pela Lei Municipal n. 10.075, de 07 de dezembro de 2023.

“O Cartão + Alimentação Jundiaí, somado ao trabalho de acompanhamento realizado pela Casa Sol, garante mais autonomia e, consequentemente, o empoderamento dessas mulheres em situação de vulnerabilidade social. Isso gera um impacto bastante positivo e constrói bases sólidas para que elas possam voltar à sociedade e fortalecer vínculos, além de evitar a reincidência no ciclo da violência, já que nenhuma vítima voltou ao abrigo após o período de cuidados”, comenta a gestora da UGADS, Maria Brant.

A Cúpula das Mercocidades conta com a participação de 380 cidades do Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Bolívia. Além da UGADS, o projeto “Ressignificando as experiências das mulheres abrigadas de Jundiaí” conta com o auxílio da Unidade de Gestão da Casa Civil (UGCC), por meio da Assessoria de Políticas para as Mulheres.

Recopa Sul-Americana de 2026.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Recopa_Sul-Americana_de_2026?utm_source=chatgpt.com   Disputa da Recopa Sul-Americana de 2026 (Lanús x Flameng...