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sábado, 7 de dezembro de 2024

Como forte queda no preço do lítio afeta a América Latina.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ce8dx7npe0do 


O preço do lítio despencou em mais de 80% nos últimos dois anos.

Nos dois últimos anos, o preço do lítio despencou em mais de 80%, passando de US$ 70 mil (cerca de R$ 400 mil) para US$ 10 mil (cerca de R$ 57 mil) por tonelada.

Como explicar uma queda tão acentuada?

Apesar dos diversos fatores intervenientes, o motivo fundamental é um só: muita oferta e pouca demanda. Parece algo contraditório, considerando que o lítio é o supermineral que corre pelas veias das baterias dos carros elétricos, computadores e telefones celulares, que são produtos com altíssima demanda.

Quando a procura por carros elétricos começou a aumentar nos grandes mercados mundiais, os produtores do chamado "ouro branco" se prepararam para uma alta demanda – originária, principalmente, da indústria automotiva.

Mas essa demanda ainda não atingiu os níveis esperados. Com isso, o mercado rapidamente percebeu que havia lítio disponível em quantidades excessivas.

E a China – o maior mercado de carros elétricos do mundo – teve participação fundamental neste processo. Afinal, no ano passado, as vendas desses veículos no país asiático foram inferiores às otimistas projeções dos produtores de lítio.

A queda dos preços trouxe consequências particularmente fortes para o maior produtor mundial de lítio – a Austrália. A nova situação provocou a suspensão parcial de operações mineradoras no país e, em outros casos, a redução dos níveis de produção.

O que acontece na América do Sul?

Quando falamos em América do Sul, estamos nos referindo basicamente a dois países: Chile e Argentina. A Bolívia também possui reservas do mineral, mas não está extraindo no momento.

Nos dois países, a queda dos preços trouxe consequências tanto para as empresas privadas que produzem o mineral, quanto para os cofres públicos, que recebem menos recursos das mineradoras pelo pagamento de impostos e royalties, que são as taxas específicas da mineração).

No Chile, o lítio é extraído por duas grandes empresas privadas que operam no deserto do Atacama: a SQM e a Albemarle. Elas extraem, processam e vendem o metal em terrenos pertencentes ao Estado.

Neste tipo de associação, o Estado chileno "aluga a propriedade mineradora" – ou seja, o deserto do Atacama, uma das melhores jazidas de lítio do mundo, considerando a qualidade do produto e os baixos custos de produção. Em troca, as empresas pagam para ter o direito de comercializar o recurso mineral.

A tributação imposta às duas companhias depende muito dos níveis de preço do lítio. É uma estrutura escalonada: quanto mais o preço subir, maior é o pagamento de impostos e royalties.

or isso, como o preço despencou nos últimos dois anos, a receita fiscal também diminuiu, como explica o acadêmico Emilio Castillo, do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade do Chile.

"Precisamos nos acostumar com os ciclos de preços, o que é normal nos mercados de minerais", afirma ele à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. "Nós nos concentramos muito nos movimentos de curto prazo, mas precisamos pensar em um horizonte de 10, 20 ou 30 anos."

Abril Verde fortalece políticas de prevenção e segurança do trabalhador em Jundiaí.

https://jundiai.sp.gov.br/noticias/2026/04/30/abril-verde-fortalece-politicas-de-prevencao-e-seguranca-do-trabalhador-em-jundiai/ 👷 Abril V...